Clássica foto de Hitler com a Torre Eiffel ao fundo. Paris foi controlada com muita facilidade pelas Forças Armadas alemãs.

Sala de Aula - História Contemporânea - Segunda Guerra Mundial

A ALEMANHA E A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (1939-45)

Marcos Emílio Ekman Faber

Como vimos no texto Consequências da Primeira Guerra Mundial, o pós-guerra não foi conduzido de forma que criasse um ambiente de paz. Ao contrário, o Tratado de Versalhes acentuou as rivalidades existentes antes da guerra. O que permitiu que regimes nacionalistas totalitários ganhassem espaço em várias nações europeias. E a Alemanha não foi exceção.

Aproveitando-se deste ambiente, Hitler foi alçado à condição de primeiro ministro da Alemanha em 1933. Iniciando um governo onde pouco a pouco foi ocupando os altos escalões do Estado alemão com membros do partido nazista. Especialmente após a morte do presidente Hindenburg, pois após esta fatalidade, Hitler assumiu definitivamente o poder, estabelecendo o início do III Reich.

Para chegar ao poder, Hitler proferiu um discurso fundado no desejo de vingança do povo alemão. Para Hitler, a grave crise pela qual passava a Alemanha tinha suas origens no Tratado de Versalhes. Portanto, para ele, os culpados pela situação alemã eram os ingleses e os franceses. Mas esses não eram os únicos culpados, afinal, os judeus, que para Hitler eram os grandes especuladores (donos de boa parte do comércio, algumas fábricas e, principalmente, de boa parte dos bancos alemães), também tinham sua grande parcela de culpa. Assim, esse discurso encontrou eco nos anseios vingativos alemães.

Entretanto, precisamos entender que nesta época, teorias racistas e xenófobas eram bastante populares na Europa, não sendo uma exclusividade dos alemães.

Quanto à crise econômica, a solução apontada pelos nazistas estava numa severa política de combate à inflação e na criação de alianças comerciais favoráveis. Assim, Hitler iniciou uma política de alianças aproximando-se da Itália de Mussolini e do Japão do imperador Hirohito (no grupo denominado Eixo).

Outra solução para a crise estava na política de Espaço Vital, onde, segundo Hitler, a grande potência alemã precisava ampliar o território do III Reich (justificava as invasões à Polônia e Tchecoslováquia que ocorreriam no início da guerra).

Assim, em 1º de setembro de 1939, o exército nazista invadiu a Polônia iniciando a Segunda Guerra Mundial.

Porém, como o exército nazista não tinha como combater em duas frentes (Frente Ocidental contra França e Inglaterra e Frente Oriental contra a URSS), Hitler assinou com Stálin, então líder da União Soviética, o Pacto Ribbentrop-Molotov (também conhecido como Pacto Nazi-Comunista em 1939), que previa a não agressão bélica entre as duas nações.

O Início dos Conflitos

Resolvido o problema com a URSS, o exército nazista voltou-se para frente ocidental. Por meio das Blitzkriegs (guerras relâmpago) rapidamente o exército alemão controlou parte das nações europeias que faziam fronteira com o país:

Dinamarca (abril 1940), Holanda (maio 1940), Bélgica (maio de 1940), Noruega (junho de 1940) e França (junho de 1940).

As Blitzkriegs ocorriam com a rápida ofensiva da divisão de tanques alemã (unidades Panzer) apoiadas pela divisão aérea (Luftwaffe), que eram seguidas pelas tropas que ocupavam velozmente as linhas inimigas. Essas ofensivas garantiam uma vitória rápida e com poucas baixas.

A “virada” dos Aliados

A “virada de jogo” ocorreu em 1941, quando EUA e URSS entraram na Guerra do lado Aliado (Inglaterra e França). A entrada estadunidense ocorreu após o ataque aéreo japonês a Pearl Harbor (o Japão era aliado da Alemanha).

Com isso, os aliados passaram a atacar a partir das duas frentes: Ocidental (especialmente após o Dia D, quando tropas da Inglaterra e EUA invadiram a Normandia no norte da França) e Oriental (com a URSS combatendo os nazistas no leste europeu, libertação da Ucrânia, da Polônia, etc.).

A Segunda Guerra Mundial somente chegou ao fim em 25 de abril de 1945, quando o Exército Vermelho (URSS) conquistou e marchou sobre a Berlim, fato que levou a rendição alemã.

Hitler e boa parte do alto escalão nazista cometeu suicídio. Mas boa parte deles foi presa e julgada por crimes de guerra (Tribunal de Nuremberg, entre 1945-1946), sendo 11 deles condenados à morte.

Principalmente na Polônia, foram libertos os presos nos campos de concentração, neles aproximadamente 6 milhões de judeus haviam sido mortos.


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A Eurpopa foi devastada pela guerra. Acima, cidade francesa destrída após a libertação aliada. Foto de reconstituição criada para o filme O Resgate do Soldado Ryan (EUA, 1998).
 

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A Década de 40 - entrevista com Marcos Faber à Rádio TransMundial (18:41) 24 de junho de 2016.
 
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Sobreviventes de um campos de concentração nazista. Mais de 6 milhões de judeus foram brutalmente mortos pelos nazistas.
 
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