Sala de Aula - História Contemporânea - Primeira Guerra Mundial

O AUGE DO IMPERIALISMO: A PRIMEIRA
GUERRA MUNDIAL

Marcos Emílio Ekman Faber

As políticas imperialistas não tardaram em acirrar as rivalidades entre as potências europeias da década de 1910.

Quanto mais a economia alemã crescia, mais sua rivalidade com a Inglaterra era ampliada. Por outro lado, desde a Guerra Franco-Prussiana de 1870, alemães e franceses rivalizavam pelo território da Alsácia-Lorena.

Nesta época, a Belle Epóque, ocorria a Paz Armada onde as grandes potências mundiais realizavam uma corrida bélica, porém, sem que existisse uma guerra declarada. As nações se armavam, investiam em tecnologia militar, mas sem que existisse um conflito.

Para garantir mercado consumidor aos seus produtos, a Alemanha forjou uma aliança política-econômica-militar com o Império Austro-Húngaro, com a Itália e com o Império Turco-Otomano, porém, o grupo logo teria a saída dos italianos, pressionados pelos ingleses. O grupo liderado pelos alemães foi batizado de Tríplice Aliança.

Com isso, nos mesmos moldes, Inglaterra e França, inimigas históricas, se uniram à Rússia na Tríplice Entente.

O cenário para a guerra estava armado, faltava que alguém iniciasse o conflito.

Assim, em julho de 1914, o arquiduque austríaco Francisco Ferdinando, herdeiro do trono do império austríaco, em visita à Sérvia, foi assassinado por um radical bósnio. Tal fato levou o imperador austríaco a declarar guerra à Sérvia.

Como a Rússia era aliada dos sérvios, posicionou-se ao lado destes contra a Áustria, o que levou os alemães a alinharem-se aos seus parceiros austríacos.

Primeira Guerra Mundial

A Primeira Guerra Mundial foi assim chamada porque foi a primeira guerra a envolver nações de todos os continentes e, também, por ter tido batalhas na Ásia, África e Europa.

A Primeira Guerra Mundial pode ser dividida em três fases principais:

Guerra de Movimentação (1914-1915): marcado por intensos combates entre os dois lados. Os alemães avançaram até o território francês, porém, uma contra-ofensiva da França imobilizou a guerra. Foi um período marcado por conquistas territoriais alemãs.

Guerra de Trincheiras (1915-1917): período de imobilidade, ou seja, sem grandes avanços das tropas beligerantes. As trincheiras garantiam a proteção das tropas, além de impedirem o avanço inimigo. Foi um período de grande desgaste entre os soldados, que eram obrigados a guardar posição dentro das valas (trincheiras) enfrentando o frio e a chuva.

Contra Ofensiva da Entente (1917-1918): a entrada de novos países no conflito (especialmente os EUA) e a saída da Rússia (que passou por uma guerra civil) foram determinantes para a rendição da Alemanha.

Os 14 Pontos de Wilson: Em janeiro de 1918, quando a guerra entrava em sua reta final, o presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson, propôs um acordo de paz, que ficou conhecido como os 14 Pontos de Wilson. Neste acordo, Wilson defendia que a Guerra deveria ser encerrada de forma amistosa e que as fronteiras anteriores à Guerra fossem restauradas. Também defendia a criação de um órgão internacional de mediações de conflitos (Liga das Nações). O objetivo de Wilson era criar um equilíbrio de poder na Europa, medida, aliás, que beneficiaria os EUA. Porém, o acordo foi rejeitado por não conter punições aos países derrotados no conflito.

Com isso, a Primeira Guerra Mundial terminou com a rendição da Alemanha em 11 de novembro de 1918. A partir daí, a Europa passou por uma reconfiguração de poder. Especialmente com a assinatura do Tratado de Versalhes em 1919.

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Gravura do momento em que Franscisco Ferdinando é assassinado.
 

Vídeo: O Imperialismo: Parte 1 (8:32) por Tele Curso Ensino Médio.
 

Foto tirada poucos instantes antes da morte de Franscisco Ferdinando em Saraievo (1914).
Mapa europeu da época.
 
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