Filho
de patrícios, Júlio César
foi educado na grande escola de Rodes, onde
aprendeu a arte de bem-falar e escrever, foi
um dos homens mais cultos de seu tempo, também
era um homem muito ambicioso, esta ambição
que o levou para a política. Para alcançar
poder associava-se tanto com as classes altas
quanto com as classes baixas da população.
Conquistou
fama, quando ao representar cidades gregas,
acusou um governante romano de corrupção.
Roma ficou espantada ao ver um romano ser chamado
a prestar contas por explorar povos submetidos.
Catão, senador romano, assinalou Júlio
César como um indivíduo a ser
vigiado no futuro.
Júlio César inicialmente era um
libertino entregue a vários vícios.
Divorciou-se da segunda mulher, Pompéia,
alegando que "a mulher de César
tem de estar acima de qualquer suspeita".
Com o passar dos anos, César resolver
despir-se de todos os seus vícios e libertinagens.
Assumiu o cargo de governador da Espanha Ocidental,
onde dominou toda região da Península
Ibérica, anexando-as ao jugo romano.
César compartilhava das privações
e dificuldades junto aos seus soldados, estes
o adoravam, e com eles participava durante dias
e noites das campanhas, sempre à cavalo,
forjando assim um físico e um temperamento
muito forte.
Quando
retornou a Roma, César propôs a
Crasso, seu provedor de fundos, e a Pompeu constituir
um triunvirato (maior associação
política romana, onde três eram
os governantes), com isto, César foi
eleito cônsul por unânimidade. Neste
cargo redigiu uma lei onde seriam distribuidas
terras no estrangeiro aos veteranos de guerra.
O senado se opôs à lei de César,
que a levou então ao Fórum (praça
no coração de Roma) e colocou
a lei ao voto popular. A constituição
permitia tal ato, mas ainda assim Roma inteira
ficou surpreendida pela coragem de seu jovem
cônsul. César, caiu nas graças
do povo, e Pompeu, ídolo do momento,
o apoiou no Rostro (plataforma destinada aos
oradores). O povo mostrou sua aprovação
de forma extrondosa e César encaminhou-se
para o senado à anunciar a aprovação
da lei. César, para que o povo estivesse
ciente dos acontecimentos políticos,
mandava afixar pela cidade notas de como andavam
as aprovações das mais diversas
leis.
Quando
encerrou seu mandato consular, em 59 a.C., o
senado consedeu a César o governo da
Gália Romana (hoje França Mediterrânea),
uma província distante e ameaçada
por povos bárbaros.
Neste
período, Júlio César, escreveu
um grande capítulo da sua vida, o livro
"De Bello Gallico" (A Guerra Gálica),
grande clássico da língua latina.
Neste
região, a maior ameaça, vinha
dos povos Germanos, povo muito numeroso, César
os derrotou em Alsácia, leste da França.
Derrotou também os Belgas junto aos rios
Marne, Mosa, Sambra e Somme.
Em
duas expedições castigou os Bretões,
inpondo-lhes o jugo romano. César passou
oito anos até passificar toda região.
Tornando a Gália província romana.
Até hoje se persebe nas leis, na língua,
na literatura e na arquitetura francesa a herança
recebida do tempo de dominação
romana.
Com
a glória alcançada, igualou-se
em feitos militares a Pompeu, César passou,
então, a assombrar a aristocracia privilegiada
romana.
Em 53 a.C., Crasso foi morto no Oriente quando
lutava contra os partas, este fato pôs
fim ao triunvirato. O senado nomeou Pompeu como
cônsul único (52 a.C.) e mandou
chamar a Júlio César de volta
da Gália, mas não como general
e sim como cidadão comum. Quando Júlio
César estava por retornar a Roma, o senado
levantando vários ascândalos do
passado do general, o chamou a um inquérito.
Este sabendo que seu exército o seguiria
por toda parte e sabendo do declínio
repúblicano e da corrupção
do senado, preparou-se para tudo e atravessou
o rio Rubicão, declarando guerra ao senado.
As
legiões enviadas para conter o avanço
de César, acabaram por se juntar a este.
César,
agora com o exército ainda maior, avançou
sobre Roma, Pompeu fugiu para Grécia,
onde tinha suas tropas aliadas. Alí em
Farsália, em nove de agosto do ano de
48a.C., os dois maiores gênios militares
da época mediram forças. No final
do dia pompeu erqa um fugitivo.
Pompeu,
figiu para o Egito, tentando apoio de Ptolomeu,
jovem rei egípcio, porém este
mandou decapitar Pompeu e entregou o vencido
à César, achando que o agradaria,
porém César ficou horrorizado,
para surpresa de Ptolomeu.
Ptolomeu
havia destronado sua irmã, Cleópatra,
contrariando determinação de seu
pai, que ordenara o reinado mútuo dos
filhos. Cleópatra, agora saudava César
como seu vencedor.
Existem
várias versões do que ocorre neste
trecho, a mais aceita é que Cleópatra
tentara por vários meios chegar a presença
do governador romano, em determinado momento
envolveu-se num valioso tapete que seria ofertado
ao romano. Quando desenrolou-se o tapete, surgiu
a jovem rainha do Egito, loura (Cleópatra
era Grega Macedônica e não Egípcia)
e insinuante, seduzindo então César.
Por
ela e por Roma, Júlio César submeteu
Ptolomeu e colocou Cleópatra no trono
do Egíto, sob proteção
de Roma, este domínio romano o tornou
o reino mais rico da Terra.
Partidários de Pompeu juntarm forças
na Espanha e norte da África. Cásar
atravessou então o norte africano até
a Tunísia e ali encontrou dez legiões
comandadas por Catão, antigo desafeto,
e o rei da Numíbia, compostas de uma
veloz cavalaria e de cento e vinte elefantes
de guerra.
Na
véspera da batalha de Tapso, César
foi atacado por outro velho inimigo: a epitepsia.
O general então juntando suas forças,
deu um discurso à sua tropas, estas que
estavam já muito abatidas, deu ordens
aos seus líderes, motivando a todos,
após caiu em estado de inconsciência.
Quando acordou, as legiões de Catão
não mais existiam e o rei da Numíbia
havia perdido o trono.
César
retornou, trinfante, a Roma, acompanhando de
Cleópatra e do filho de ambos, Cesarion.
Roma então em festa recebia seu grande
governante, o pavimento estremecia com a chegada
dos vencedores, os vencidos acorrentados entravam
à cidade, César com um coroa de
louros entra triunfante seguido por outros carros
de guerra e suas legiões em marcha, o
desfile era acolhido ao som de trombetas e aplausos
da população eufórica.
Roma foi cenário dos mais exóticos
espetáculos, banquetes, jogos e cortejos,
nas arenas iluminadas por tochas, a população
assistia a corridas de carros, lutas, caças
africanas com quatrocentos leões, danças
de guerra asiáticas e bailarinos gregos.
O
senado agora submisso, conferia a César
o título de Imperador vitalício,
denominação que seus soldados
já lhe atribuiam a muito tempo.
César,
agora imperador, reforma o governo romano, organizado
há séculos para servir um cidade-estado,
o que não estava de acordo com o vasto
império atual. César desproveu
o senado de seu caráter aristocrático,
nomeando mais de trezentos membros, na maioria
entre pessoas das classes comerciais e profissionais
liberais, até então menospresados.
Concedeu cidadania romana a filhos de escravos
libertos, aos gauleses e propôs-se torná-la
extensiva a todos homens livres do império.
Deu ainda liberdade de culto aos judeus.
Fundou
colônias nas cidades de Sevilha, Arlés,
Corinto e Cártago, para onde foram milhões
de veteranos de guerra e desempregados colonisar
as novas terras. César, pôs em
prática várias obras públicas
que incluiam a desobstrução de
terras e embelesamento da capital, deu trabalho
a milhares de homens. Restabeleceu o padrão
ouro para dar estabilidade à moeda e
reduziu os poderes do senado.
César
reformou o calendário, astrônomos
egípcios o auxiliaram, o mês de
julho foi batizado em sua honra, foi estabelecido
o ano de 365 dias e ano bissexto de quatro em
quatro anos.
Enquanto
as honras à César cresciam, também
os que o odiavam eram cada dia mais numerosos.
Por
volta de março de 44 a.C., conspiradores,
a maior parte devia a César não
só a fortuna como até a própria
vida, atentaram contra o imperador na presença
do senado. Casca, aproximou-se e pelas costas
deu o primeiro golpe sobre a clavícula.
César voltou-se e respondeu à
agressão com a única arma que
dispunha, uma pena de escrita. O restante dos
conspiradores cercaram-no dando-lhe 23 golpes.
Embora com a vista turba pelo sangue que escorria
pelo rosto, César pode identificar Bruto
(possivelmente seu filho) empunhando uma espada
que lhe cravou nas entranhas.
As
últimas palavras de César foram
em grego: "Kai su teknom?", alguns
historiadores afirmam que teriam sido em Latim
(língua originalmente falada pelos romanos):
"Tu quoque fili?" que quer dizer em
português: "Também tu filho?",
apesar de ter ficado imortalizada como "Até
tu, Brutus?". Após as últimas
palavras, César cai morto aos pés
da estátua em honra ao velho inimigo
Pompeu.
Todos
que assistiam a trágica cena fugiram.
A dor do povo tornou-se ainda mais profunda
com a célebre oração de
Marco Antônio ante o cadáver ensanguentado
de César, mais tarde queimado em uma
pira no Fórum.
A
obra de Júlio César não
desapareceu com sua morte. Concebeu e realizou,
em parte, um governo de homens livres unidos
numa única comunidade e acentou os alicerces
do Império Romano base perdurável
da civilização ocidental.
Hoje
vemos na Comunidade Européia um ressurgir
do Império Romano, mas quem será
seu Júlio César?
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