A construção das pirâmides de Gizé demonstram a grande prosperidade econômica do Egito no périodo do Antigo Império.

Sala de Aula - História Antiga - Egito Antigo

EGITO ANTIGO: O IMPÉRIO ANTIGO

Marcos Emílio Ekman Faber
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O Império Antigo foi o primeiro grande período da história do Egito Antigo. Cronologicamente compreende as dinastias IV a VIII, entre os anos de 2575 e 2134 a.C. Deste período encontramos preservados importantes ruínas de construções como templos e palácios. Com destaque para as três grandes pirâmides localizadas na cidade de Gizé, onde também está a grande e enigmática Esfinge. Não por acaso, a característica principal desta época são as “construções faraônicas”, sinal da grande prosperidade alcançada no período.

O primeiro “faraó construtor” foi Djeser, membro da terceira dinastia. Junto com seu conselheiro oficial, Imhotep (espécie de médico-ministro-engenheiro), Djeser construiu uma grandiosa pirâmide em degraus localizada em Sakkara. Esta pirâmide foi primeira grande construção de pedra do Egito Antigo.

O crescimento gradual da importância do faraó, iniciada ainda com Menés (unificador do Egito), criou as bases para que o faraó passasse a ser adorado como um deus, tornando-se a maior autoridade política, religiosa, judiciária e militar do Egito no Antigo Império.

Mas a grande prosperidade egípcia veio mesmo na quarta dinastia. A riqueza do período foi consequência do aprimoramento das instituições do Estado, como a criação do Celeiro, departamento responsável por centralizar a produção agrícola (arrecadada dos tributos). Outro departamento importante foi o Tesouro, responsável pelas reservas do reino.

A figura do vizir, espécie de primeiro ministro, também foi criada durante a quarta dinastia. O vizir era o braço direito do faraó e o responsável direto pela administração do reino. Outro grupo que surgiu em número e importância foram os escribas. Os escribas eram responsáveis, entre outras coisas, pela organização contábil e documental egípcia.

Dentre os governantes do período destacou-se o faraó Snefru. Ele foi o responsável por conquistar a Núbia (reino localizado no sul do rio Nilo). Mais de sete mil núbios foram levados cativos ao Egito. Snefru também realizou campanhas na Península do Sinai (ao norte do Mar Vermelho), onde os egípcios passaram a explorar minas de cobre e turquesa.

A prosperidade econômica permitiu a realização de grandes obras de construção civil como as já citadas pirâmides de Gizé e a Esfinge. A construção das pirâmides de Gizé foram obras dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, todos da quarta dinastia.

O crescimento econômico egípcio permitiu que os faraós, da sexta dinastia, dessem concessões para que os governantes das províncias (os nomarcas) explorarem economicamente os desertos. Fato que causou uma gradual descentralização política.

A crise que resultou no declínio do Antigo Império foi consequência do gradual fortalecimento das províncias. Com muitos nomarcas questionando a autoridade faraônica. O enfraquecimento da figura do faraó levou ao declínio deste importante período da história do Egito Antigo.

 


 

 


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Busto de Imhotep, ministro do faraó Djeser.
Escravos carregando uma gigantesca estátua.

Vídeo As Grandes Civilizações: Egito Antigo Parte 1 (11:03). TV Escola.

Vídeo As Grandes Civilizações: Egito Antigo Parte 2 (11:05). TV Escola.
 
Estátua do faraó Miquerinos, quarta dinastia.
 
 
 
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